O Jardim Fabulinus é uma escola de Educação Infantil argentina que desenvolveu uma proposta pedagógica própria, construída a partir de experiências, referências teóricas e escolhas sobre como compreender crianças, aprendizagem e cotidiano escolar.
Seu funcionamento se distancia de uma organização baseada apenas em atividades previamente determinadas. Projetos, brincadeiras, investigações, espaços, materiais, documentação e participação das crianças aparecem de forma articulada no cotidiano.
Entender o Jardim Fabulinus, portanto, significa compreender não apenas o que acontece dentro da escola, mas também como professores observam, interpretam e dão continuidade às experiências construídas pelas crianças.
O Jardim Fabulinus é uma escola de primeira infância criada na Argentina em 1998, com uma proposta educativa autoral construída a partir de diferentes referências pedagógicas.
Entre as influências declaradas pela instituição está a experiência educacional de Reggio Emilia, além de perspectivas socioconstrutivistas que compreendem a criança como sujeito ativo na construção de conhecimentos.
Ao longo de sua trajetória, o Fabulinus estruturou uma forma própria de organizar projetos, relações, brincadeiras, investigação, documentação e espaços educativos.
Por isso, o termo “Jardim Fabulinus” não corresponde simplesmente ao nome de uma teoria ou técnica isolada. Ele se refere à experiência pedagógica desenvolvida por essa escola e aos princípios que sustentam seu projeto.
As crianças são consideradas sujeitos capazes de investigar, formular hipóteses, estabelecer relações e produzir significados.
Experiências podem ganhar continuidade e se transformar em percursos desenvolvidos ao longo do tempo.
Espaços e materiais são organizados para favorecer encontros, explorações, brincadeiras e diferentes linguagens.
O professor acompanha os processos para interpretar o que acontece e pensar possíveis continuidades.
O próprio Jardim Fabulinus apresenta sua trajetória como uma experiência iniciada em 1998, inspirada nas escolas municipais de Reggio Emilia e desenvolvida a partir de projetos, documentação pedagógica e territórios de jogo e exploração.
Referência: Jardín Fabulinus — Quiénes somos .
Uma das principais diferenças está na forma de compreender como o planejamento se relaciona com aquilo que as crianças efetivamente vivem, perguntam, investigam e produzem.
Em vez de organizar todo o percurso exclusivamente a partir de atividades com respostas previamente definidas, o professor também considera acontecimentos do cotidiano como elementos capazes de gerar investigação e continuidade.
Isso muda a lógica do planejamento. Projetos, brincadeiras, materiais, espaços e registros deixam de funcionar como partes desconectadas e passam a compor uma experiência educativa mais articulada.
O resultado não é ausência de intencionalidade docente. Pelo contrário: exige observar com atenção, interpretar processos e decidir quais condições podem favorecer novos caminhos de aprendizagem.
A experiência educacional de Reggio Emilia, uma das referências declaradas pelo Jardim Fabulinus, apresenta a criança como sujeito de direitos e com fortes potencialidades, participante ativa da construção de conhecimentos por meio das relações e das múltiplas linguagens.
Referência: Reggio Children — Reggio Emilia Approach .
O cotidiano é organizado para oferecer contextos de brincadeira, investigação, encontro, movimento e expressão, em vez de concentrar todas as experiências em uma sequência rígida de tarefas.
Os ambientes podem ser preparados com materiais que convidam as crianças a comparar, combinar, construir, representar, experimentar e transformar.
Projetos também podem surgir ou ganhar novos caminhos a partir daquilo que acontece nesses contextos. Uma pergunta, uma brincadeira recorrente, uma hipótese ou uma relação estabelecida entre materiais pode se tornar ponto de partida para novas experiências.
A documentação ajuda a acompanhar esse processo e permite que professores retomem acontecimentos anteriores para decidir como dar continuidade ao trabalho.
Espaços e materiais oferecem condições para diferentes formas de participação.
As crianças brincam, investigam, interagem e constroem relações com o que encontram.
Falas, ações, hipóteses e produções ajudam a tornar o percurso visível.
O professor interpreta o que aconteceu e pensa novas condições para aprofundar a experiência.
Experiências inspiradas no Jardim Fabulinus também já foram desenvolvidas em contextos brasileiros, com organização de diferentes ambientes de brincadeira e exploração para ampliar as possibilidades de escolha e participação das crianças.
Referência: Secretaria Municipal de Educação de São Paulo — Experiência inspirada no Jardín Fabulinus .
As crianças participam por meio de escolhas, perguntas, brincadeiras, hipóteses, relações e diferentes formas de expressão que surgem durante o cotidiano.
Essa participação não significa transferir todas as decisões pedagógicas para o grupo infantil. O adulto continua responsável por organizar contextos, acompanhar processos e estabelecer intencionalidades educativas.
A diferença está em reconhecer que as respostas das crianças também interferem no percurso. Uma proposta pode tomar caminhos que não estavam completamente definidos antes do início da experiência.
Desenho, movimento, construção, linguagem oral, natureza, música, materiais e brincadeira podem funcionar como diferentes formas de pensar e comunicar aquilo que está sendo investigado.
A observação das ações infantis ajuda o professor a compreender quais relações estão sendo construídas.
Materiais, espaços e possibilidades permitem diferentes formas de entrada na experiência.
Perguntas e estratégias das crianças podem indicar caminhos para novas investigações.
Corpo, desenho, fala, construção, som e outras expressões participam da produção de significados.
O trabalho docente envolve observar, escutar, registrar, interpretar e criar novas condições para que os processos tenham continuidade.
Ao acompanhar uma experiência, o professor pode perceber quais materiais despertaram interesse, quais perguntas apareceram, como as crianças organizaram suas estratégias e quais relações foram construídas entre elas.
A documentação pedagógica ajuda a tornar esses acontecimentos visíveis. Fotografias, falas, produções e anotações podem ser retomadas pela equipe para pensar o que merece ser aprofundado.
Essa leitura também interfere na organização dos espaços, na seleção de materiais e na continuidade dos projetos, transformando o planejamento em um processo conectado ao que realmente acontece com o grupo.
Perceber ações, relações, interesses, dificuldades, estratégias e perguntas presentes no cotidiano.
Buscar compreender o que essas ações revelam sobre os processos vividos pelas crianças.
Construir registros que ajudem a equipe a revisitar e discutir o percurso.
Planejar novas propostas, materiais ou reorganizações a partir daquilo que foi observado.
Na experiência de Reggio Emilia, documentação, participação e organização do ambiente fazem parte do próprio processo educativo, ajudando professores e famílias a acompanhar a construção do conhecimento das crianças.
Referência: Reggio Children — Reggio Emilia Approach .
Para estudar Jardim Fabulinus de forma aprofundada, é importante procurar uma formação que apresente a experiência da escola de maneira articulada, contextualizada e conectada ao cotidiano da Educação Infantil.
O estudo não deve se limitar a reunir atividades inspiradas no Fabulinus. É necessário compreender como seus princípios aparecem nas relações entre crianças, professores, espaços, materiais, projetos, documentação e participação das famílias.
Também faz diferença ter contato com profissionais que conhecem essa experiência de forma direta e conseguem relacionar seus fundamentos ao contexto educacional brasileiro.
A formação apresenta a origem e os fundamentos da experiência pedagógica?
O cotidiano da escola é estudado para além de atividades isoladas?
Projetos, jogo, espaços, materiais e documentação aparecem de forma articulada?
O papel da criança e do professor é discutido dentro da proposta?
Há relação entre a experiência argentina e a realidade da Educação Infantil brasileira?
Na Faculdade Phorte, a Pós-graduação em Jardim Fabulinus foi desenvolvida para aprofundar essa experiência pedagógica e aproximá-la da atuação de profissionais da Educação Infantil.
A matriz percorre temas como participação das famílias, criatividade, jogo, projetos, documentação pedagógica, construtividade, múltiplas linguagens, espaços, sala de referência, vida prática e planejamento de contextos.
A formação possui 380 horas, duração de 18 meses e modalidade Online/Ao Vivo, com encontros aos sábados, duas vezes por mês, das 8h às 14h.
A formação da Faculdade Phorte percorre os princípios, práticas e escolhas pedagógicas que constituem a experiência do Jardim Fabulinus e sua relação com a Educação Infantil.
Jardim Fabulinus é uma escola argentina de primeira infância criada em 1998, com uma proposta pedagógica autoral inspirada em diferentes referências, entre elas a experiência educacional de Reggio Emilia.
O nome se refere originalmente à escola e à experiência pedagógica desenvolvida por ela. A proposta reúne princípios, referenciais e práticas articuladas dentro de um projeto próprio.
O cotidiano articula brincadeira, investigação, projetos, espaços, materiais, múltiplas linguagens e documentação, permitindo que experiências tenham continuidade ao longo do tempo.
A criança participa ativamente das experiências por meio de escolhas, perguntas, hipóteses, brincadeiras, relações e diferentes formas de expressão.
O professor observa, escuta, registra e interpreta os processos das crianças para organizar contextos e pensar possíveis continuidades para o trabalho pedagógico.
A Faculdade Phorte oferece a Pós-graduação em Jardim Fabulinus, com 380 horas, duração de 18 meses e modalidade Online/Ao Vivo, voltada ao aprofundamento dessa experiência pedagógica.